Cultura

Quilómetros de devotos festejam em honra da Nossa Senhora do Rosário de Troia

Ao longo de toda o areal da Caldeira, bem perto do Sado, quem vai chegando, depara-se com inúmeras tendas que pertencem aos festeiros que acamparam – como manda a tradição – na altura em que se honra a padroeira, Nossa Senhora do Rosário de Troia.

Este domingo, dia 14 de agosto, foi o penúltimo dia de festas, que começaram dia 10. Depois de uma missa solene, pela manhã, seguiu-se uma procissão pelo areal, que juntou pessoas de todas as idades, numa caminhada que transpareceu todo o apreço dos participantes pela Mãe Santa.

Durante a tarde, a animação continuou, com várias atividades desenvolvidas e pensadas para entreter e encher de alegria os corações daqueles que viram a celebração parada e adaptada durante dois anos, devido à pandemia da Covid-19.

Armando Oliveira, presidente da Comissão de Festas, revelou ao Jornal Concelho de Palmela que, apesar de não terem “expectativas nenhumas – nem altas, nem baixas – superou todas”.

“Os pescadores e todas as famílias, que pertencem ao mar, viram as festas paradas e tinham esta “fome e sede” de vir aqui e conviver, pedir e agradecer a Nossa Senhora de Troia o que Ela, ao longo dos anos, dá a todos nós”, desabafa o presidente.

Quanto às medidas impostas pelas autoridades competentes, nomeadamente a Proteção Civil, APSS, Troia Resort ou GNR, a população “está a cumprir todas as regras, até porque não querem que esta festa morra – tem mais de 500 anos”.

Toda a organização da festa começou a ser feita, segundo Armando Oliveira, em maio – desde autorizações, à montagem de luzes, contentores e à logística que foi progressivamente realizada.

Os festeiros estavam visivelmente felizes por verem acontecerem mais um ano de tradição. Enquanto alguns apanhavam banhos de sol, outros banhavam-se no rio. A festa iluminada vai ser ainda mais clareada pelo fogo de artificio lançado esta noite.

Amanhã, dia 15 de agosto, é o término das celebrações, com o concurso de barcos engalanados e, no fim da tarde, a Santa Padroeira atravessa as águas do Sado em direção a Setúbal, no barco vencedor, numa procissão marítima que honra Nossa Senhora do Rosário de Troia, os pescadores que viveram do mar, os que ainda vivem das águas e todos os que almejam a proteção divina da “Santa dos Pescadores”.  

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