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Setúbal: Assistentes Operacionais juntaram-se numa só voz à porta do São Bernardo

Trabalhadores dizem que superiores consideram “opcional” o auxílio à saúde pública, no cumprir de horas extra face à falta de pessoal.

Ocorreu esta quinta-feira, dia 18 de agosto, nas imediações do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, um Plenário de Trabalhadores, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP).

Estiveram presentes no plenário de hoje o Secretário-Geral da SINTAP, José Abraão, e outros dirigentes regionais, que marca a sua posição nesta reunião face “às condições miseráveis com que vivem os trabalhadores de carreiras gerais do Hospital de São Bernardo” e aos “600 euros líquidos que se ganha a fazer turnos de 14h consecutivas”, estando “a trabalhar a 2/3”.

Existem dois tipos de vínculo: os de “contratos individuais de trabalho” e os “contratos de trabalho em funções públicas”. Os que apresentam o primeiro, “não estão a ter o tempo contado em termos de progressão de carreira”, mesmo com, em alguns casos, existir “35 anos de serviço, a ganharem o salário mínimo nacional”.

“Estes que têm sido os “parentes pobres” do SNS que vão ter voz a partir do SINTAP. Está na altura de olhar para eles com outros olhos e não apenas pela lógica do salário mínimo nacional”, ressalva José Abraão.

O pessoal da carreira de assistente operacional de urgência geral do Hospital de São Bernardo entregou uma escusa de responsabilidades, cuja simbologia é, como se pode ler em comunicado, uma “forma de se salvaguardarem [os trabalhadores operacionais] das eventuais responsabilidades disciplinares, civis e criminais que possa sobre eles recair”.  

Ao que o Jornal Concelho de Palmela apurou, as assistentes operacionais presentes no local alegaram sentirem-se “desvalorizadas” e “incompreendidas”. Muitas vezes estão “sozinhas” nos respetivos setores e isso “é insuficiente para tratar quem precisa de cuidados”.

“Fazemos horas extra e turnos duplos porque muitas vezes não há ninguém para trabalhar. Quando pedimos trocas, são negadas. Quando precisamos ser atendidas, demora uma eternidade e os patrões dizem que as horas extra são opcionais, mas se não as fizermos, o hospital fica sem assistentes”, alegam, unidas na partilha deste sentimento.

A SINTAP e os trabalhadores e trabalhadoras de carreiras gerais abanaram cartazes com mensagens que exigiam alterações de condições salariais, de trabalho, de progressão e de visão para que não sejam “os parentes pobres do SNS” – leu-se e repetiu-se pelos presentes, que deixaram a mensagem e aguardam agora as respostas.

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